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50 Melhores coisas do ciclismo
Em um Fórum esses dias, encontrei esse Artigo, que não tem referência sobre o Autor, vale a pena ler:
 
50 Melhores coisas do Ciclismo
 

1 - O click da sapatilha no pedal quando saímos de casa para rodar

2 - Apostar e ganhar de outras categorias.
Por exemplo, numa subida asfaltada andando de mountain bike (ou monta como
preferem os paulistas), dar coro nos caras de bicicleta de estrada. Ou o
inverso, em um trecho de areia o lama você de estrada deixa para trás o cara
de mountain bike.

3 - Sobreviver a um "ataque", e não sobrar.
O pelote ataca forte, voce vai à morte (AGUENTA A DOR), mas não sobra. De
repente olha para trás e vê que é o último do pelote.
A lógica é que você tivesse sobrado. Mas você sobreviveu!!!

4 -Se perder.
Sair para girar sozinho em "terras estranhas", se perder e conseguir achar o
caminho de volta...

5 - Água .
O que nós damos pouco valor no dia a dia, ganha a sua real importância
quando acaba antes do treino e bate o desespero... .
Aí vem um empréstimo salvador de uns goles da caramanhola de um companheiro

7 - O PELOTÃO.
Olhares, cambios de marcha, acelerações, adrenalina, 200mts. e uma
eternidade depois foi-se a chegada. Cada um com as vitórias ou explicações
para dar.
O PELOTE lhe força a andar mais rápido em mais dias. Ensina como você está
ranqueado em relação aos outros e, mais importante, dá margem a todos os
fantásticos apelidos.
Aprendemos que as nossas fantásticas máquinas ficam melhores e mais
divertidas em boas companhias.

9 - Loja de Bicicleta.
Você abre a porta e sente aquele cheiro mágico de pneus, lycra e óleo!
Quadros, roupas, acessórios. Tudo meio amontoado, em uma ordem única.
Revistas de ciclismo nas bancadas, fotos de grandes atletas nas paredes.
Na oficina o trabalho paciente, artesanal e quase artístico nas nossas
bicicletas.
Em 1862, quando os irmãos Michaux converteram a sua loja de carruagens em
uma loja de bicicleta, começou esta genial tradição. Durante muito tempo
eles faziam as suas próprias bicicletas, numa tradição que segue até hoje em
algumas lojas na Europa! Mesmo nos Estados Unidos, onde ciclismo não é
grande coisa, existem hoje 5,300 lojas!
Vale a pena agradar os donos das lojas pois eles serão fundamentais na sua
vida. Além dos parafusos e componentes, algo mais define o que cada um chama
de A SUA LOJA. É algo como um bar, escola, praça, academia, ou mesmo um
templo. Melhor ainda, a sua casa!


10 - Batimento em repouso por volta de 50 bpm/min, ou menos...

11 - Aromas .
Cheiro de mato, aslfato, lama de chuva recente, pneus novos e até de um gole
de Gatorade no meio do pelote...

12 - Sprintar, e conseguir fugir dos cachorros.

13 - O dia em que você finalmente se convence que não fica ridículo de
bermuda justa e camisa colorida. Ou ainda, com capacete na cabeça

14 - Continuar a pedalar depois que a chuva aperta, se transformando em um
temporal

15 - Vencer os amigos em um sprint de treino. É mais importante que seu
trabalho, seus bens, onde você mora e, sinceramente até mesmo a amizade
destes amigos!!

16 - BÁBA

17 - Começar um treino com chuva e acabar no seco

18 - Papo de pelotão. Seja a conversa de botequim dos treinos leves ou a
gritarias e grunidos durante as provas

19 - Camisas de equipes . Muitas vezes de gosto duvidoso, estão acimas das
modas, e talvez por isto mesmo mereçam serem usadas.

20 - Tecnologias que o ciclismo deu ao mundo. O pneu não maciço (câmara ou
tubular), foi inventado pelo John Dunlop, para uso no triciclo do seu filho.
Os rolamentos por E.A. Cowper.

21 - Ver um nascer do Sol fantástico, que você não veria se a preguiça
tivesse vencido e você não saísse para treinar .

22 - Ensinar uma criança a andar de bicicleta ou, a um amigo o que
REALMENTE é andar de bicicleta

23 - Aquela cara de espanto dos não ciclistas quando você responde à
pergunta de quanto já rodou, seja em um bar em Guaratiba ou no meio da
estrada.

24 - Pernas.
É simplesmente a mais elegante "máquina" do nosso corpo. A transição de
inveja para admiração toma tempo e kilometragem. Independente do status
social, econômico ou mesmo intelectual, uma perna "rodada" é admirável. Se
for feminina tanto melhor.
Existe uma lenda da motologia nórdica, que ensina o que acontece quando você
não pode julgar os outros pelas suas pernas.
Odin o chefe do Deuses, uma vez prometeu um marido para Skade, uma Deusa
deslumbrante e de grande talento. Odin reuniu todos os Deuses para que Skade
escolhesse o seu par. Naquele momento surgiu uma névoa que encobriu as
pernas de todos eles. Skade que tinha lindas e poderosas pernas, procurava
pela mesma característica. Em não conseguindo ver as pernas, acabou
escolhendo Njord por outros critérios. Eles se casaram e Njord a levou para
o continente, em lum ugar de muitas gaivotas barulhentas que levaram Skade à
loucura. Ela acabou abandonando Njord para ser solitária com as suas pernas,
se tornando a Deusa dos caçadores e esquiadores.
Com certeza escolheu proteger os caçadores e esquiadores, porque a bicicleta
ainda não havia sido inventada!


26 - Subidas.
Bobos mortais que somos. Como Ícaro subimos em direção ao Sol, não com asas
de cera mas com esperança e atitutde. Nós nunca chegamos lá, nem mesmo
perto. Apesar de que de vez em quando damos sorte e sentimos o cheiro das
nuvens.
É a nossa arrogância que nos faz subir montanhas? Curiosidade? Porque nos
faz sentir tão bem quando chegamos no topo? Nossa fome de força e adrenalina
na descida a 70 km/h?
Todas as opções acima, mas com certeza nosso masoquismo interior na busca da
camisa de bolas vermelhas pessoal.
No coração do esporte está o sofrimento. Não apenas a tolerancia, mas
principalmente a negociação com a dor. E, nada exige mais capacidade de
negociação com a dor do que uma subida sofrida. Não é a toa que o Rei da
Montanhas tem muito mais prestígio do que o Rei dos Contra Relógios!
Alguém já disse que quanto mais sofremos mais mostramos quem realmente
somos. Talvez haja algo de errado conosco, os ciclistas. Ou talvez algo
muito certo!
Seguimos com a pressão nos pedais, enxergando pontos distantes antes de
vê-los com os olhos. Talvez até seja daí a lógica da camisa de bolas
vermelhas dos Reis da Montanha.
Pernas queimando, ácido lático acumulando, cabeça e corpo unidos em uma
sobrevivência vitoriosa. Vitória que importa mesmo que ninguém tenha visto.
Nós vimos. Sentimos a exaustão das últimas pedaladas. Saberemos para sempre
o sabor da vitória de ter vencido o desafio contra a gravidade. A vingança
de todas as humilhações que passamos na vida.
Nada se compara a uma subida!

27 - Bananas.

28 - Abrindo a caixa de um acessório novo. Mais ainda se for a caixa de
madeira que abriga um grupo Campagnolo!

29 - A marca de ESCORPIÃO da CASTELLI

30 - Cores -
Laranja Merckx,
Azul Bianchi,
Azul Ferramentas Park,
Rosa do Giro,
Amarelo do Tour,
o Prata "perigoso" do titânio,
o Multicolorido dragão que é formado pelo pelotão,
e todas as matizes do esporte

31 - Sonhando com compras
Para nós brasileiros que vveimos com poucos acessos a muitas lojas e compras
de catálogos é um sonho eventual.
Quando cai na mão uma revista (Cycle Sport ou Bicycling), ou melhor ainda um
catálogo (Colorado, Naschbar ou World Cycling), despertam emoções fortes.
Sonhar com aquele capacete, óculos, sapatilha, bermuda ou até quadro. Sonhar
que um quadro Colnagno ou uma bermuda Castelli irão fazer com que andemos
mais fortes. É fato inclusive que no primeiro dia do uso de um acessório
novo, sempre andamos mais. Nem que seja só naquele dia.

32 - Ter uma bicicleta que vale mais do que um carro
(Não espalhem!!)

33 - Velocidade
60 km/h na chagada, 70 km/h na descida, 15 km/h nas subidas, 25 km/h no
plano com um forte vento contra...
Velocidade não é um número mas uma sensação. E, como sensação é relativa.
Descer o Alto a 70 km/h e diminuir para 50km/h antes das curvas pode parecer
insano. Mas como já disse Einstein tudo é relativo. Ao girar a 50km/h, o seu
quadro está na mesma velocidade. Porém para o cara que está a 48km/h e vai
sobrando, você está a 2km/h.
De qualquer forma a sensação é ótima!

34 - Cair de bobo, por esquecer de tirar o pé do clip.
Embaraçoso e rídiculo, pode acontecer em uma parada distraída no sinal, uma
freiada repentina ou uma subida em que a velocidade vai caindo, caindo... .
De qualque forma nos lembra que o chão está perto e certas bobeiras tem
resultados inevitáveis!

35 - Café.
Seja no início ou fim do treino, junto com a conversa fiada da Padaria.

36 - A bicicleta do Natal, do Aniversário, ou qualquer desculpa que nos
damos para comprar uma NOVA Bicicleta, mesmo que seja usada!

37- O ataque solo de Eddy Merckx no Tour de 69.
Mesmo já tendo 8min. de diferença no Geral, Merckx atacou no início do
Tourmalet (primeira de três subidas do dia), vencendo a prova com 7min. para
o segundo colocado.
Confirmou a fama de "CANIBAL" , terminando o dia como dono das camisas
Amarela (Geral), Verde (Sprinter), e Bolas Vermelhas (Subidor).
E esse foi só o primeiro Tour dele !!

38 - A chave em Y da Park Tools.

39 - Uma subida com o Sol pelas costas. Você na roda da própria sombra

40 - Grupo Shimano XTR (Mountain Bike).
Boa escolha de nome e constante evolução. Amado por quem roda nas trilhas.

41 - Válvulas Presta (Pneu de Estrada)

42 - Depois de um treino duro ou corrida, seja no aslfalto ou na lama,
chegar em casa e ver no espelho a imagem que reflete a vitória pessoal, de
ter no mínimo participado e completado.

43 - Humildade
Eu ainda estava me recuperando de uma fratura na clavícula quando larguei
para o Tour da Normandia em 97. A 3a. etapa foi embaixo de uma tempestade
gelada que congelava os ossos. Eu não sentia mais as minhas mãos! A comida
caia dos meus dedos e eu não conseguia agarrar a caramanhola. Em uma descida
longa meus dentes batiam e minhas pernas começaram a inchar e ficar rôxas.
Alguns corredores caiam por falta de controle nas mãos e pernas. Eu insisti
contra a dor insuportável, quase com hipotermia, jogando meu corpo além do
seu limite. Essa corrida era a minha chance de mostrar meu talento para a
equipe e ser selecionado para o Tour.
Um pouco mais adiante fui vencido e, sozinho, decidi abandonar entrando no
carro da equipe. Logo que eu comecei a perceber a humilhação que passaria
depois, passou um outro ciclista que parecia estar sofrendo mais do que eu.
Só consegui ver que ele era da Equipe Gewiss e que eu não o conhecia. Quando
me viu gritou - "Andiamo insieme" - vamos juntos !!
Nós poderiamos nem conseguir terminar a prova, eu sabia que no carro da
equipe eu estava a alguns minutos de um chá e banho quente, roupas secas e
uma cama. Mas eu subi na minha bicicleta. Nós dois fomos brigando contra o
vento contra e o frio. Quando estávamos perto da chegada o italiano começou
a puxar por intervalos maiores e mais fortes, mostrando que não estava
morto. Era justo. Ele trocou a minha humilação de abandonar, pela de ser o
último colocado.
O fato é que nenhum atleta, treinador ou jornalista estranhou a situação.
Respeitamos os que brigam. Terminar em último não é humilhação mas sim uma
demonstração de humildade. Todos que já participaram de corridas já passaram
pela situação e sabem disso.
Eu fui escolhido pela Equipe para alinhar no Tour daquele ano. Somente uma
vez voltei a cruzar com o ciclista italiano desconhecido. Falamos umas
bobagens e eles me disse que torceu por mim no Tour, pela televisão. Nunca
mais o vi. Até hoje eu não sei o seu nome...
Kevin Livingston - Ciclista Profissional (ex-Cofidis e Motorola)


44 - a dupla solo, você e sua bike saindo para treinar

45 - Corridas amandoras. Saímos de casa cedo nas manhãs de domingo sem ter
nenhuma certeza como vamos ou mesmo SE vamos ganhar. É a nossa nobre atitude
de que nem tudo tem uma explicação lógica ou talvez sabendo que é muito mais
divertido do que ler o jornal e ir para a praia.

46 - Durante o treino, você sente que a endorfina está chegando. Você sabe,
e aceita

47 - Um rolo em casa. Pode ser na varanda ou na garagem. Nada demonstra de
forma mais forte o seu comprometimento e amor pelo ciclismo.

48 - Trilhas. Apesar dos tombos e lama, o prazer de cruzar uma trilha de
terra ou mesmo barro jamais vai envelhecer.

49 - Uma cerveja na sua "janela de glicogênio" , ou seja, no fim do treino!

50 - RISCO -
O que que você estava fazendo no meio daquele sprint com 20 caras balançando
no limite do controle? Ou na descida do Alto à 60km/h, fugindo dos buracos e
dos carros?
Porquê pedalar ao invés de jogar golfe? Bem claro que qualquer um pode ser
atingido por um raio, mas a adrenalina e o risco associados existem em
poucos esportes chamados adultos.
Ciclistas correm atrás do risco. Qualquer atividade que precise de um
capacete já disse a que veio.
Mas, quando você vence o medo, supera a você mesmo de uma forma única, como
se fosse elevado a uma outra dimensão que você não alcança na maior parte
dos dias. Esse ciclo vicia e pode até matar se você passar a ignorar o "frio
da barriga".
Conviver com o RISCO e superá-lo, é genial !!!
 
 
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